Tribuna | 05 de agosto de 2013 | Foto: Marco Lima

A encrenca começou quando o taxista Gilberto Antônio Tertuliano da Silva, 50, pediu para a senhorinha colocar o cinto de segurança. Ela tinha acabado de embarcar na rodoviária rumo ao Cajuru. “Por que colocar o cinto, se não precisa no banco de trás?”, resmungou a passageira. Gilberto explicou que é preciso sim e se os outros motoristas não ligam do passageiro ficar sem cinto no banco de trás, eles estão errados.

Ela não se deu por vencida, disse que ia reclamar do taxista no Serviço 156. Chegando ao destino, a senhora desembarcou e foi entrando em casa. “Perguntei se ela não ia pagar a corrida mais de duas vezes e ela não me deu bola”, lembra Gilberto. Ele então se afastou da casa e ia ligar para a polícia quando a passageira voltou e perguntou o que ele estava fazendo. “Disse que ia ligar pra polícia, estava sendo roubado. E ela disse ‘quem vai ligar pra polícia sou eu que estou sendo ameaçada na frente da minha casa’. Deixei quieto, andei duas quadras, joguei o facão que tinha embaixo do banco e fui embora. Vai que a polícia me pega com o facão…”, conta ele, que ficou sem o facão e os R$ 16,00 da corrida.