Tribuna | 19 de novembro de 2014 | Foto: Marco Lima

Os motoristas já sentiram a alta no preço dos combustíveis, reflexo do aumento anunciado no começo de novembro. Tanto a gasolina quanto o etanol tiveram os valores reajustados recentemente, o que deixa os consumidores à procura de alternativas para economizar.

A solução não é muito difícil: especialistas garantem que medidas simples no uso dos veículos podem impactar no consumo de combustível e reduzir os gastos no final do mês. Basta prestar atenção em aspectos comuns do cotidiano de quem usa o carro todos os dias. “A importância de economizar vai desde o meio ambiente ao bolso do consumidor”, afirma Valderi Antônio Arraes, gerente do Autoposto Autódromo, integrante do BioGrupo.

A economia pode começar com a escolha do combustível. Arraes explica que, apesar de um pouco mais cara, a gasolina aditivada ajuda na manutenção dos veículos, pois mantém os bicos injetores limpos e reduz a emissão de poluentes. Já a opção pelo etanol é mais rentável apenas quando seu preço equivale a até 70% do valor da gasolina. “Hoje não está valendo a pena. A gasolina está R$ 2,99 e para compensar o etanol teria que estar na casa dos R$ 2,00”, calcula.

Outro fator determinante na economia é o posto de combustível onde é realizado o abastecimento. O ideal é optar por postos de confiança, pois a diferença de R$ 0,10 no valor do combustível pode reverter em maior consumo. “Isso é muito importante. Se colocar na ponta do lápis, a diferença no preço pode não valer a pena”, alerta o gerente.

Em alta
O valor médio da gasolina, por exemplo, passou de R$ 2,82 para R$ 2,87 em Curitiba no último mês, mas ainda é possível encontrar variações entre o que é cobrado pelos postos de combustível da capital. Levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostra que na última semana a variação ficou entre R$ 2,69 e R$ 2,99 o preço do litro. O etanol também sofreu reajuste, que ainda não foi amplamente repassado.

O Sindicombustíveis não comenta o reajuste, mas o diretor de comunicação do sindicato Pedro Milan, explica que a diferença no preço se deve à decisão do repasse pelas companhias do setor. “Isso depende de vários fatores e o repasse pro consumidor vai de cada companhia. O posto é o último elo, antes tem a refinaria e as distribuidoras”, afirma.

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