Tribuna | 17 de setembro de 2014 | Foto: Felipe Rosa

A bomba baixa é a principal irregularidade praticada em postos de combustível no Paraná. Apesar da situação não ser facilmente identificada, a atenção dos motoristas no momento de abastecer pode evitar prejuízos. Outra fonte de dor de cabeça é a qualidade do produto oferecido. Porém, dados mostram que a adulteração de combustível no Paraná está diminuindo.

Especialistas na área orientam o motorista a avaliar bem as condições do posto escolhido. Isto significa observar se o medidor da bomba está zerado quando o abastecimento começa e se o motor da máquina deixa de funcionar no momento em que o bico de descarga é colocado no cabide da bomba.

Paulo Gilberto Chycziy, da gerência de verificação metrológica do Ipem, alerta também para as condições do dispositivo indicador da bomba, que deve estar em perfeito estado de funcionamento e iluminado durante a noite. “Os dígitos tem que estar totalmente íntegros, para fácil leitura”, diz.

A precaução não termina assim que o motorista deixa o posto. É importante escolher um estabelecimento de confiança e observar o desempenho do carro após o abastecimento. O ideal é verificar se o consumo está dentro da média.

“Informações do Comitê Sul Brasileiro de Qualidade de Combustíveis indicam que, quando o preço é muito baixo em relação à média do mercado, a média de adulteração é alta. Milagres não existem. Se a situação do preço estiver muito fora do normal, o consumidor deve tomar cuidado. Além disso, postos podem ter bandeira branca e serem idôneos”, observa o diretor de comunicação do Sindicombustíveis, Pedro Milan. Com a nota fiscal em mãos também é mais fácil solicitar seus direitos.

 

Adulterado
O consumidor tem à sua disposição duas possibilidades para verificar a qualidade do combustível. As bombas mais modernas já disponibilizam um densímetro incorporado à máquina, em que o consumidor pode observar o teor de álcool correto na composição do etanol. “É um flutuador que mede a densidade do produto. Se o teor de água no etanol hidratado estiver acima da especificação, o filtro vai acusar a falha”, explica Pedro Milan. No caso da gasolina, o motorista pode solicitar um teste rápido para verificar a qualidade do produto.

Ainda assim, o presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustível, Fabrizzio Machado da Silva, ressalta que os índices de adulteração do material no estado é baixo, abaixo da média nacional. “Só neste ano fiscalizamos 75 postos em mais de 20 cidades do estado e pegamos apenas três postos com combustível adulterado”, contabiliza.

Ação
Além da bomba baixa, a ANP também aponta produtos em não conformidade; ausência de equipamentos para testes de combustíveis; botijões não requalificados e não atendimento à normas de segurança como as principais irregularidades encontradas nas 700 fiscalizações realizadas entre janeiro e julho deste ano.

A ação resultou em 271 autuações e cinco interdições de postos por qualidade de combustíveis e uma em interdição de bomba por constatação de bomba baixa.

http://www.parana-online.com.br/editoria/economia/news/828601/?noticia=ATENCAO+NA+HORA+DE+ABASTECER+PREVINE+GOLPES+E+DANOS+AO+MOTOR