Tribuna | 01 de outubro de 2012 | Foto: Brunno Covello/SMCS

Pra maioria, andar de ônibus é inevitável, mas nem por isso é sinal de tempo perdido. Afinal, é neste momento que os passageiros aproveitam pra colocar a conversa em dia, seja no celular ou pessoalmente, pra reclamar do marido, falar da patroa, do trabalho, dos “peguetes” e das periguetes. Enquanto isso, vou me distraindo, prestando atenção na conversa alheia!

 

A melhor de todas

Acho difícil uma história de busão superar essa que ouvi. Simples assim: o cara, 43 anos, publicou no jornal anúncio pra procurar uma namorada. Enquanto voltava de um “exame da firma”, atendia as ligações das candidatas que se interessaram pelo figura. Era uma ligação atrás da outra, que ele atendia e falava sobre si mesmo com naturalidade pra todo mundo ouvir. Foram quatro ligações em 40 minutos.

Eis a autopropaganda (nas palavras do próprio Don Juan):

– Eu tenho 43 anos, trabalho no ramo da construção civil. Sou moreno claro, 1,60 m, 78 quilos e cabelo castanho. Vou na igreja, não bebo, não fumo e dou conta do recado.

– Tô separado há um ano e tô me batendo em casa, tenho muito o que aprender da vida. A solidão tá judiando demais de mim! Pois é, a mulher que saiu de casa. Ainda não fiz o divórcio, mas não tem mais volta, ela não quer e eu não vou ficar o resto da vida sozinho.

Ele tava indo pro encontro que combinou com uma pretendente no Terminal Alto Maracanã, em Colombo, e eu cheguei no meu destino. Tive que descer…

 

#Cena bizarra: A mulher cortando a unha no busão… com cortador de unha, que espalha pedaços pra todos os lados.

http://www.parana-online.com.br/colunistas/356/94049/?postagem=A+MELHOR+DE+TODAS