Proprietários e inquilinos mantêm rotinas de vigilância para evitar furtos e arrombamentos na alta e baixa temporadas

Gazeta do Povo | 25 de novembro de 2011 | Foto: Priscila Forone/Gazeta do Povo

A falta de segurança nas casas de veraneio tem características diferentes na alta e na baixa temporadas. Durante os meses de menor movimento, as principais ocorrências são de furtos e tentativas de arrombamento. Já no verão, com mais policiamento e as casas ocupadas, crescem os registros de roubo, abordagem mediante ameaça ou violência.

De acordo com o relatório estatístico da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), no primeiro trimestre do ano, que compreende a temporada de verão, foram registrados no litoral 1,3 mil casos de furtos, 241 casos de roubo e mil ocorrências de ameaças. Nos meses de abril, maio e junho, a média foi mantida, com 1,3 mil ocorrências de furtos, 258 casos de roubos e 815 ameaças.

Durante o verão, mais ocorrências são registradas e o efetivo policial aumenta em mais do que o dobro, para prestar atendimento aos veranistas. “No inverno, as casas estão desocupadas e, muitas vezes, os proprietários só ficam sabendo do furto quando chegam para as férias de verão”, afirma o delegado adjunto da 1.ª subdivisão de polícia civil de Paranaguá, Rômulo Contin Ventarella.

Muitos proprietários, ao descobrir a ação dos assaltantes meses depois do fato ou sem disponibilidade de ir ao litoral na baixa temporada, deixam de registrar os boletins de ocorrência. A falta de notificações também prejudica a apuração dos casos e a execução de ações ostensivas nas áreas com os maiores índices de criminalidade. “Nem todos os casos se tornam inquéritos porque não conseguimos o mínimo de elementos”, complementa o delegado.

 

Protegido

Na tentativa de evitar que sua casa seja arrombada, muitos proprietários investem em sistemas de alarme e monitoramento. Em uma das empresas de segurança privada que atuam no litoral, 90% dos 2,3 mil clientes não moram nas praias. O gerente regional da empresa, David Alexandre Vieira da Silva, conta que a frequência do disparo dos alarmes é influenciada pelo movimento de veranistas. Na baixa temporada, são registrados cerca de 10 arrombamentos por mês, índice que cai durante o verão.

As medidas de proteção do patrimônio não tiram férias. Para tentar intimidar a ação dos assaltantes, proprietários e inquilinos levam para o litoral o mesmo arsenal que muitas vezes usam no dia a dia para segurança da casa e da família: cadeados, alarmes e cachorros à postos, para dificultar a invasão de ladrões nas propriedades.

O militar aposentado Geraldo Raimundo da Silva investiu no monitoramento de sua casa, desde que se mudou para Matinhos, há sete anos. O imóvel fica em uma rua onde há vários moradores que permanecem no litoral durante todo o ano. Apesar dessa vigilância informal da vizinhança, ele acredita que, caso não tivesse instalado o sistema de segurança, certamente seria alvo dos assaltantes. “Já aconteceram apenas algumas tentativas de arrombamento, que foram rapidamente sanadas. O alarme soou e os ladrões saíram correndo”, conta. Segundo Silva, quase todos os vizinhos possuem alarme e os que não contam com o sistema são frequentemente assaltados.

 

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