Tribuna | 04 de fevereiro de 2015 | Foto: Brunno Covello/SMCS

É fato! Algumas vezes temos vontade de sair correndo do busão tamanha a cena nojenta que presenciamos. Pelo menos, acredito eu, são raras essas situações. A colaboradora Michelle – que participa mais uma vez da coluna – conta sua experiência nada agradável em uma manhã “normal” dentro do Colombo-CIC:

“No balanço do busão você vai meio que dormindo, em pé mesmo. Mas aquele dia vi uma cena que já dei uma acordada na hora. Uma moça de aproximadamente uns 15,16 anos que estava próxima de mim começou a dar uma “cutucada no salão” e depois colocou o dedo na boca.

Na primeira vez até pensei que foi sem querer, mas depois da segunda vez percebi que estava gostoso o negócio… A moça foi do Maracanã até o Cabral fazendo um ‘lanchinho básico’. Fiquei pensando como ela não teve vergonha de fazer isso no meio do povão ali mesmo… Fiquei um pouco triste, pois não consegui gravar a cena ‘maravilhosa’ já de manhã.”

 

As senhoras revoltadas
Já contamos causos assim por aqui. As senhoras que andam por aí de busão não levam desaforo pra casa mesmo!! E acabam parando aqui em mais uma coluna. Desta vez a colaboração é da leitora Vanete, que fez sua primeira colaboração no mês passado.

“Duas jovens senhoras estavam falando alto e gesticulando muito, com certeza bravas com alguém ou alguma coisa. A primeira fala que ouvi foi: ‘Ela me paga, nem que eu tenha que empurrá-la na fila’. A outra retrucou: ‘Não é a primeira vez que ela faz isso, parece que ela adivinha, não parece?’.

‘O que será que a pessoa em questão adivinha?’, pensei eu. Então a segunda senhora continuou: ‘Eu não gosto de julgar, mas que ela sai antes do horário só pra ficar na frente da fila ela sai’, disse, seguida pela colega de busão. ‘Claro que sim. Se não for assim como ela está todos os dias na frente da fila’.

‘Fila?’, pensei. ‘Quem não corre pra ficar na frente de uma fila?’. Seja pro que for, fila é sempre fila… Aí entendi a razão da brabeza. É que a mulher do assunto da conversa tem uma estranha relação com o tamanho do pedaço da carne servida no refeitório da empresa onde elas trabalham. E sem nenhum pudor ou falsa relação interpessoal, a mulher se apossa do maior pedaço oferecido no buffet. Isso acontece todos os dias! E com certeza o maior bife também é objeto de desejo das duas senhoras.”
E agora, José?

 

Agora é oficial. A passagem do busão aumentou – e não foi pouco não! Eu quero saber o que você, leitor e colaborador da coluna, pretende fazer pra não sentir o aumento pesar no bolso. Mande email pra carolinab@tri bunadoparana.com.br contando como vai ser o malabarismo com as contas a partir de agora.

 

http://www.parana-online.com.br/colunistas/papo-de-busao/107701/LANCHINHO+NO+BUSAO