Tribuna | 18 de dezembro de 2013 | Foto: Brunno Covello/SMCS

Esta pergunta pode ser simples, mas a resposta nem tanto. E foi a resposta nada convencional que chamou a atenção da minha mãe para a conversa de duas garotas, lá pelos 15 anos, que estavam dia desses no biarticulado.

“Tava todo mundo em roda, dizendo o que mais gostava de fazer. E você não acredita o que a Fulaninha falou”, contou uma delas. “O que ela disse”, questionou a outra. “Quase morri de vergonha. Ela disse assim: ’Oi, meu nome é Fulaninha e eu gosto de fazer cocô’. Você acredita?”.

Exatamente, leitor, foi isso que a Fulaninha falou. As amigas não acreditaram, nem minha mãe, que ouvia a conversa, e nem eu! Só restou rir de uma resposta assim…

 

Viagem de família
O colega, que preferiu não se identificar, decidiu passear em Campina Grande do Sul de ônibus e desde o Terminal Guadalupe ficou acompanhando a movimentação das famílias que esperavam pelo mesmo ônibus que ele.

“Na fila de espera do Campina Grande do Sul, o clima era de cordialidade. As pessoas se conheciam e conversavam o tempo todo. Uma senhora simpática, que deveria ser professora, cobrava de dois garotos porque haviam faltado à aula.

O ônibus finalmente chegou e só com a quantidade de pessoas na fila o busão já lotou. O motorista ligou o ônibus, mas ainda esperou uma senhora idosa entrar. Mas ao chegar na catraca, o cartão da mulher não passou. A cobradora então explicou: ‘A senhora tem que esperar ainda 19 minutos para passar’. A idosa, então, começou a procurar desesperada por uns trocados na bolsa, mas pelo visto tinha deixado tudo na farmácia (ela carregava uma sacola de medicamentos).

Como ela se equilibrava com dificuldade com o movimento do ônibus, alguns passageiros pediram para uma moça, que também não tinha passado a catraca, para dar lugar à idosa. Sob protestos, a moça loira e bonita levantou contrariada e resmungando com a idosa.

Vendo aquela confusão, decidi pagar a passagem para a senhora e cedi o meu lugar a ela. Os outros passageiros que acompanhavam tudo não perdoaram a dondoca reclamona que relutou em ceder o lugar. Uma mulher falante que estava no fundo do ônibus falou para todo mundo ouvir: ’Vai ver ela está grávida, por isso não queria levantar’. Risadaria geral no ônibus. Daí em diante foi uma viagem animada até Campina Grande do Sul”.

 

Leitura de busão: Livro dos Novos (Organizado por Adriana Sydor). Recém-saído do forno, o livro traz contos escritos por 16 jovens autores (com idades entre 20 e 30 anos) radicados no Paraná. A leitora, no caso, sou eu!

 

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