Tribuna | 16 de dezembro de 2013 | Foto: Gerson Klaina

Os moradores do Conjunto Salgueiros, no Sítio Cercado, comemoraram no último sábado uma conquista importante para a região. Durante o Dia T eles reforçaram aquilo que já havia sido destacado pelo projeto “Nosso Bairro, Nossa Casa”, realizado pela Tribuna: a união dos moradores pode fazer a diferença por um local melhor para se morar.

No entanto, apesar desta ser a última etapa do projeto (que também contou com a participação da comunidade do Conjunto Osvaldo Cruz II, no CIC, e do Água Verde), os moradores do Salgueiros garantem que o trabalho não para por aí. Eles ainda querem conquistar mais melhorias para o local onde moram e garantem que já estão se mobilizando para isso.

O Dia T proporcionou muita festa para a comunidade na Praça Francisco Corso. Desde cedo o evento realizou brincadeiras para crianças, como pintura, cama elástica, empréstimo de brinquedos e atividades esportivas conduzidas por animadores; oficinas de bordado e bijuteria; e ofereceu guloseimas à vontade. Além disso, a sede da associação de moradores ganhou uma nova cara, com grafites que destacaram a iniciativa do projeto.

“A comunidade só tem a agradecer. As pessoas que participaram do projeto viram que precisavam cuidar do nosso bairro e a gente teve essa recompensa com a grande festa”, comemora o presidente da Associação de Moradores, Claudio Antônio de Oliveira, que já percebeu que a iniciativa despertou o cuidado com o bairro entre os moradores. “As pessoas só participam quando veem que alguma coisa está acontecendo. Na limpeza da praça semana passada, por exemplo, algumas pessoas vieram perguntar se podiam ajudar, fazer alguma coisa. Isso foi legal, vi que despertou a iniciativa”, conta.

A dona de casa Luiza Almeida participou da festa com os netos Felipe e Eric e se surpreendeu com as atividades. “É muito legal, gostei. Que tenha mais vezes”, pediu. O que também chamou a atenção foi a organização da festa. O projeto foi lembrado nos mínimos detalhes e os participantes também colaboraram. Nenhum lixo foi jogado no chão da praça durante todo o evento.

Semente
Os “Amigos do Bairro” também prestigiaram a festa. Para o contador José Alves Lima, o Dia T foi uma oportunidade de reforçar o cuidado da localidade entre os moradores. “O projeto trouxe conhecimento, deu destaque e incentivo para a nossa região. Isto é uma semente plantada e depende de cada um, na sua consciência, tentar dar andamento”, avalia. Um dos frutos mais recentes é o acordo de reunir os moradores a cada três meses para uma limpeza nas praças do conjunto.

O encerramento da festa ficou por conta da dupla Eduardo e Fabiano, convidada pela equipe da rádio 98 FM, que também participou da festa e distribuiu brindes. Eduardo, inclusive, cresceu no Conjunto Salgueiros, e durante a apresentação lembrou de suas brincadeiras pela praça onde voltou como cantor sertanejo. “Tinha uns 10 anos quando eu brincava nessa cancha e foi um prazer voltar”, disse. “A proximidade com o público é muito satisfatória”, completou o parceiro Fabiano.

 

Vários desafios
Próximo do Ribeirão dos Padilhas, moradores do conjunto percebem que muitas pessoas de outras regiões da cidade aproveitam para despejar lixo no local. Por isso a comunidade pede para que a administração municipal tome providências em relação à poda e roçada da área. Além disso, esta questão também aponta para a preocupação com a segurança na região, que é vítima de assaltos, especialmente contra pedestres. “Mulheres e crianças que ficam no ponto de ônibus são sempre assaltadas. Os ladrões se escondem no mato”, denuncia Tereza da Silva Cidreira.

“A limpeza da pista de caminhada até agora não foi feita. É importante que o pessoal se conscientize de não jogar lixo, arrume em frente de casa, tudo é válido, mas a limpeza do rio e da pista não foi feita. Queremos o bem da comunidade, todo mundo tem que ajudar”, alerta a aposentada Nice de Oliveira.

Há mais de 30 anos no Salgueiros, o aposentado João Sotto Navarro sugere o investimento em formação no grafite para inibir a pichação pelos jovens. “Se ensinar o grafite, o que vai acontecer? Se o cara chegar em qualquer casa dessas e perguntar se pode fazer um grafite, qualquer um deixa. Agora você amanhecer e ver seu muro todo pichado, não tem lógica”, observa. “Ter alguém que incentiva e colabora é uma forma de reivindicar junto à prefeitura nossos direitos enquanto cidadão”, avalia a professora Elisabete de Oliveira.

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