Tribuna | 13 de novembro de 2013 | Foto: Brunno Covello/SMCS

Colaboradora assídua da coluna, a leitora Denise Gomes mandou mais uma história de busão, e desta vez presenciou uma tentativa frustrada de conquista:

“Uma jovenzinha, naquela fase em que não sabe o quanto sua beleza chama atenção, entra no ônibus. O motorista atrasado pisa fundo no acelerador, o ônibus sacoleja, entra numa curva, a jovem não consegue manter o equilibrio e cai sentada no colo de um mocinho. Ela fica corada de vergonha, levanta rapidamente e gaguejando pede desculpas.

Agora todos os olhos se voltam para o casal e parece que tudo passa em câmera lenta: o mocinho abre um sorriso lindo e maroto e diz: “Não tem problema, pode continuar sentada se quiser…”

A moça envergonhada percebe seu rosto quente passando do vermelho ao roxo, abaixa os olhos, aperta os lábios, cerra os olhos e sai de perto do moço. O povão não se controla e explode numa gargalhada”.

 

Aula da ceguinha no busão
Logo que entrou no ônibus, amparada por outros passageiros, a ceguinha se acomodou no banco preferencial e, mesmo sentada, foi imediatamente oferecendo seus produtos de artesanato. Primeiro eram os chaveiros que ela mesma produz. “Cada um demora mais de meia hora pra fazer”, disse.

A destreza encantou os passageiros até que um senhor desabafou: “Nossa, eu que tenho dois olhos não consigo fazer metade disso”. “E eu que não sei nem pregar um botão?!”, completou outra mulher, comentário que não passou despercebido. “Nem um botão”, repreendeu a cega.

Mas o ponto alto foi a aula de cachecol de dedo, que atraiu a atenção de todo mundo. Senhoras se viraram para ver como era fácil criar o acessório só entrelaçando a lã entre os dedos. Facinho! Ou não…

 

Leitura de busão: O Pequeno Príncipe. Autor: Antoine Saint-exupéry. (Literatura Infanto-Juvenil)

 

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